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11 dezembro 2013 – Site Jornale, colunista Mirian Gasparim

refinanciamento da casa própriaTem muita gente que pensa que casa própria e negócios jamais devem se misturar. Entretanto, este paradigma está sendo quebrado, e muitos empresários, principalmente de pequeno porte, estão encontrando no refinanciamento da casa própria a vantagem de alongar o prazo das dívidas da sua empresa e pagar menos juros do que as opções existentes no mercado. Por exemplo, enquanto o juro do crédito pessoal numa financeira chega a 7% ao mês, o custo mensal para refinanciar a casa própria é de pouco mais de 1%. Outra vantagem é o prazo para pagamento do empréstimo, que dependendo do valor pode chegar a 30 anos.

Eu conversei com o diretor geral do Conglomerado Financeiro Barigüi, Rodrigo Pinheiro, e ele chama a atenção  para o fato de que, na média, cada brasileiro tem hoje 22,5% da sua renda comprometida com o pagamento de dívidas porque os prazos  são curtos e o dinheiro é caro. Agora para refinanciar a casa própria, o empresário passa por um bom processo de avaliação, tudo para que o empréstimo seja tomado de forma consciente. O valor do pagamento mensal não pode ultrapassar 30%  da sua renda e o limite máximo de refinanciamento da casa própria é de 50% do preço do imóvel.

Um bom exemplo de um empreendedor de Curitiba que conseguiu tornar seu sonho realidade é o de Edil Silvério.  Ele queria iniciar um  próprio negócio, mas esbarrava no crédito de curto prazo e nas altas taxas de juros . Para contornar esse empecilho, ele viu no refinanciamento da casa própria a possibilidade de tornar seu sonho realidade. No Conglomerado Financeiro Barigüi, ele tomou um empréstimo de R$ 56 mil e comprou uma van no valor de R$ 46 mil. O restante do dinheiro foi usado  para custear a abertura da empresa,  fazer a documentação e revisão do veículo exigida pelos órgãos. Silvério já está transportando 24 alunos fixos. Além disso, a van não fica parada no final de semana, quando utiliza o veículo para transportar turistas e executivos. Com o próprio negócio está conseguindo pagar o empréstimo.

Já Ademir Rodrigues da Silva conseguiu comprar um caminhão e se tornar autônomo para lidar com fretes. Até então, trabalhava com funilaria de caminhões, convivendo diariamente com seu desejo profissional. No caso de Silva, ele também fez a casa própria trabalhar a seu favor. O patrimônio, que representa dinheiro parado, foi refinanciado em parte. “Eu emprestei R$ 70 mil e comprei meu primeiro caminhão ao custo de R$ 60 mil”, orgulha-se.

Rodrigo Pinheiro

Rodrigo Pinheiro

De acordo com o diretor do Conglomerado Financeiro Barigüi, Rodrigo Pinheiro, o país deve apresentar aumento na procura por esse tipo de crédito, mais barato e com juros competitivos. “Com o crescimento do crédito imobiliário, os juros caem, o prazo se alonga e, consequentemente, o comprometimento da renda reduz significativamente”, observa.

Mesmo neste cenário, segundo o Banco Central, em agosto passado a estimativa é de que o Crédito Imobiliário representou 8,7% do PIB, enquanto nos mercados desenvolvidos está acima de 50% e cerca de 1% do crédito imobiliário no país é de refinanciamento de imóveis. Por isso, Pinheiro acredita na expansão dessa modalidade no país.

Já uma boa parte das pessoas que contrata o refinanciamento no Brasil utiliza o dinheiro exatamente para pagar dívidas mais caras e economizar com juros. Por exemplo: uma pessoa tem R$ 50 mil de dívida no cartão de crédito, quer quitar essa dívida cara e ainda precisa de mais algum dinheiro para despesas futuras. A pessoa pode dar a própria casa em garantia para tomar R$ 100 mil emprestados por meio de um refinanciamento: R$ 50 mil irão diretamente para o banco emissor do cartão de crédito como forma de saldar a dívida antiga e o resto irá para a conta do cliente. Mesmo que agora o consumidor deva o dobro (R$ 100 mil, e não mais R$ 50 mil), os juros totais pagos ao banco serão muito menores do que antes.

E outras pessoas já começam a usar o produto também para financiar casas que ainda nem foram quitadas. Imagine que alguém financiou a compra de uma casa de R$ 200 mil há cinco anos e que ainda precisa pagar R$ 50 mil ao banco para acabar com a dívida. Como os imóveis se valorizaram muito no período, é provável que essa mesma casa já valha hoje algo em torno de R$ 400 mil. Se estiver precisando de dinheiro, o dono desse imóvel pode tomar outro financiamento no banco, desta vez de R$ 150 mil, pagar os R$ 50 mil que deve hoje à instituição financeira que liberou o primeiro empréstimo e ainda ficar com R$ 100 mil no bolso para pagar ao longo dos próximos anos.

Refinanciamento de veículo – Para quem precisa de menos dinheiro (algo entre R$ 10 mil e R$ 30 mil) e não pode esperar muito pela liberação dos recursos, uma boa opção é realizar o refinanciamento de um veículo (automóvel, moto ou até caminhão) ao invés de usar a casa própria. A operação é bem parecida, mas os juros serão maiores (a partir de 1,90% + correção pelo IGP-M), o prazo máximo de pagamento será de cinco anos e os bancos geralmente não fazem refinanciamento de veículos com mais de 10 anos de uso. Algumas instituições financeiras vão liberar um empréstimo equivalente a até 90% do valor do veículo, de acordo com a tabela Fipe.

Fonte: http://jornalenoticias.com.br/mirian/?p=26899

 

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